O fim da televisão
Crônicas | Seg, 14 de Março de 2011 14:18
Eu creio no fim da televisão como a conhecemos. Cada dia que passa, percebo que os profetas do fim do radio se equivocaram e que, aqueles que acreditavam no reinado perene da televisão, estão assistindo o fim de ciclos de domínio de redes de televisão, que estão se tornando cada dia mais, centrais de mídias.
Percebo, nos últimos dez anos, a evolução na radio como mídia interativa e interligada ao desenvolvimento das mídias portáteis digitais. Mais que ligação direta com redes sociais e interação com a internet, as emissoras de rádios se reinventam diariamente, interagindo cada dia mais com seu público. A televisão padece com um grande problema para isso: a própria tecnologia. Se para a rádio, a interação com a internet é natural, para a televisão carece de infra-estrutura física para isto. Aparelhos de televisão mais atualizados e infra-estrutura de transmissão de dados com estabilidade, apenas para citar os principais. A maleabilidade e a liberdade de informação são calcanhares para emissoras acostumadas a ditar as regras na informação.
A grande verdade é que se as emissoras de televisão não correrem contra o tempo, perderão o bonde da historia. Hoje, já existe toda uma geração que desliga a televisão e se assenta em frente ao micro ou acessa a internet em tablets e netbooks enquanto seus pais estão diante da televisão. Estamos assistindo, já há mais de vinte anos, à revolução da informação. Só que ainda não se tocou foram as redes de televisão.




