Pensar em São Paulo é pensar grande
Crônicas | Qui, 27 de Janeiro de 2011 14:00
No último dia 25 de janeiro São Paulo completou 457. A história da cidade mais cosmopolita do Brasil não pode ser contada sem levar em consideração as cidades que compõe a hoje chamada Grande São Paulo. São municípios que nasceram, em muitos casos, do desenvolvimento de São Paulo. Cidades que foram surgindo no entorno e servem como apoio para aqueles que vem à capital paulista em busca de oportunidades.
São 39 os municípios que compõe a região metropolitana de São Paulo, em sua grande maioria, cidades que possuem nos moradores a sua maior composição de renda, são as chamadas “cidades dormitórios”. Quem já passou por municípios como Poá, Ferraz de Vasconcellos, Carapicuíba, Arujá entre outros, sabe da dificuldade destes municípios em desenvolver um comércio pulsante e em atrair indústrias. Em seu DNA humano, imigrantes que não aceitaram morar em favelas na cidade de São Paulo e viram nestas cidades a oportunidade de viver melhor e vir a São Paulo somente para trabalho.
Pensar em desenvolvimento urbano na capital paulista não é mais pensar apenas na cidade de São Paulo. O Governo que ignora as cidades do entorno da capital, milita contra si mesmo. A integração de serviços de transporte, distribuição de energia e água, composição de malha viária e divisão de área de ocupações urbanas não podem mais serem assuntos “caseiros”, em uma metrópole como São Paulo é preciso pensar macro para suprir o micro. Precisamos de políticas públicas que auxiliem os 39 municípios da Grande São Paulo a se desenvolverem e se interligarem, facilitando a vida dos trabalhadores, mas principalmente, criando canais de desenvolvimento para o comércio e indústria. Olhar somente para capital é um erro que precisa sercorrigido. É preciso, ao meu ver, a criação de um Governo Metropolitano, um Executivo que elabore planos e metas e execute de maneira eficaz as mudanças necessárias para que centros urbanos como São Paulo, Campinas e Baixada Santista se desenvolvam e se integrem, o que já não demorará a acontecer.




