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Querido professor

Hoje é dia do professor. Sou filho de professores. Meu pai, geólogo, tornou-se professor universitário. Minha mãe foi professora por anos antes de casar-se. São de uma geração que primou – e prima – pela excelência na qualidade e busca incansável pelo conhecimento. Foi assim que fui educado, já remando contra a maré da subjetividade que enfrentei nas escolas por onde passei. Poucos foram os professores que tive que primavam por essas excelências.

Já há algumas gerações os professores encontram-se desestimulados, passaram de educadores a babás de alunos que não receberam em casa o mínimo de educação. Pais pensam que os professores são obrigados a educar seus filhos, transferem sua responsabilidade para quem não tem essa obrigação. Aos professores compete o ensino acerca do conhecimento, das descobertas e avanços da humanidade, que nos dão fundamentos para continuarmos a crescer.

Hoje, os professores não são suficientemente reconhecidos pela sociedade. Ganham pouco e remam diariamente contra a maré da mediocridade da maioria da sociedade e, inclusive, de alguns professores. A estes profissionais educadores, o voto de dias melhores, não apenas na remuneração, mas nas condições de trabalho e material humano para educar.

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