Advento: tempo de amor
Altar | Sermões | Qua, 21 de Dezembro de 2011 09:09
Amor. O amor tudo move. Não se trata de uma frase clichê ou de uma afirmação vazia. O amor é capaz de dar forças à uma mãe para cuidar do filho, é capaz de dar direção aos que em meio a problemas, é capaz de unir pessoas que, antes, andavam separadas.
Advento: tempo de fé, tempo de gratidão, tempo de amor e tempo de adoração. Estes são os temas de nossas mensagens para o advento. Nesta manhã, convido você a ler comigo o texto de Tito 2.11-14. Nesta leitura vamos conhecer a graça de Deus e o seu amor, e como ele age e se manifesta em nossas vidas. Leiamos.
Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.
O texto que lemos é parte da carta à Tito, a terceira carta Pastoral. No trecho que lemos, o autor fala a respeito da graça de Deus, dada a todos os homens. Este amor de Deus por nós, nos mostra como negar um passado de erros e equívocos, e nos educa a olhar para Deus e para nossas vidas com os olhos do amor. Não o amor barato, que se vende a interesses e desejos, mas o amor verdadeiro, capaz de se doar ao próximo, sem exigir nada em troca. Este amor é o alicerce da nossa fé.
Advento é tempo de amor. Amor a Deus, por nos dar seu filho, que e se entregou por nós. Chamo a atenção para o verso onze. A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. A graça de Deus não é exclusiva dos cristãos, ela é para toda a humanidade. Não é só para os que estão na Igreja, não é só para os líderes, é para todos. A graça de Deus não é controlável. Isso mesmo. Nenhum ser humano é capaz de controlar o amor de Deus. Nenhum líder religioso pode afirmar que tem o poder de liberar o amor de Deus.
O amor de Deus é para todos. Este amor não é para um grupo só de pessoas. É para toda a humanidade. Veja que, numa primeira leitura, podemos achar que há um contraste entre o verso 11 e o verso 14. No 11, o autor fala da graça para toda a humanidade. No 14, ele fala do sacrifício de Cristo para remir um povo exclusivamente seu. Pode parecer contraditório, mas não é. O amor de Deus é derramado sobre toda a humanidade. O sacrifício de Cristo é para a redenção da humanidade. Os que são chamados de “povo exclusivamente seu”, são os que Deus, desde a fundação do mundo, separou para as boas obras, ou seja, para mostrar ao mundo o amor de Deus.
Concluindo. Advento é tempo de amor. O amor de Deus se manifesta no envio de seu filho Jesus para nos mostrar a perfeita vontade do Pai. No tempo de festa, de expectativa de fim de ano, de um ano novo que virá, somos convidados a olhar para o amor de Deus para com a humanidade e a vivermos executando as boas obras, demonstrando os frutos do amor de Deus. Somos convidados a olhar para a humanidade com o amor que Deus olhou. Não percamos, jamais, a esperança de que o amor de Deus, tudo transforma. Não fechemos, jamais, as nossas mãos e braços aos que necessitam, tanto quanto nós, de amor.
Ouça aqui este sermão, pregado em 18/12/2011 na Igreja Presbiteriana Independente de Grajaú. Aproveite e assine o RSS do Podcast e receba, semanalmente, meus sermões.




