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Jesus ressuscitou, que diferença faz?

Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: Raboni (que quer dizer Mestre)! 
(São João 20.16)

Sexta-feira, três horas da tarde. O céu converteu-se em trevas. Gritos de dor ouvem-se vindo da montanha da caveira, o Calvário. Estão crucificando mais uma leva de condenados pelo império romano. Em meio aos criminosos, um deles não tinha culpa, um deles carregava consigo uma culpa que não era dele. Em meio aos gritos de dor no Calvário, um sobressaiu-se sobre os demais: está consumado!

O grito de Jesus, ao render o espírito, ecoou no inferno, e Satanás com seus demônios, festejaram a morte de Jesus! Era sua vitória! Todas as tentações, todos os meios de parar Jesus culminaram com sua morte! Enfim, o inimigo vencia!

Porém, no domingo pela manhã, das profundezas da morte,ouviu-se gritos de choro e pavor! Satanás não mais festejava, agora, experimentava sua derrota definitiva e eterna! A morte não tem mais domínio sobre nós! Jesus ressuscitou!

Quantos de nós, nesta manhã, cremos nas verdades eternas e perenes da vitória da vida sobre a morte? Quantos de nós, nesta manhã, celebramos a Páscoa no seu significado cristão pleno. Cristo já ressuscitou. O que isso significa para você? O que isso significa para seu colega de trabalho, para seu vizinho, para seu parente que não conhece a mensagem da salvação?

É Páscoa! Pelos próximos cinqüenta dias, viveremos o período litúrgico da Páscoa. Nestas últimas semanas, quantas vezes ouvimos falar de Jesus? Quantas vezes ouvimos falar de sua morte e ressurreição? Nossa sociedade, outrora católica, secularizou-se. Trocamos a doação incondicional de Deus na Páscoa cristã pela “ganhação” de ovos de chocolate. Vale mais a indústria que a data, vale mais o presente que o significado.

Nesta manhã viemos à igreja, em jejum, para participarmos da Páscoa, celebrada no rito do Antigo Testamento e da Eucaristia. No partir do pão vamos nos reunir em volta da mesa e dividir este momento de paz e alegria, momento de ressurreição. Nosso redentor vive, ele não morreu, ele não é um evento sazonal, nem é ligado à indústrias ou comércios. Ele é vida, vida abundante. Cabe a cada um de nós reconhecê-lo. Maria, ao ouvir seu nome ser chamado por Jesus, não teve outra reação: reconheceu quem é o Senhor de sua vida. A Páscoa é a oportunidade de nos reencontrarmos com o Senhor de nossa vida, Jesus Cristo, e ouvi-lo chamar nosso nome. Diante do altar, defronte à mesa da comunhão, Jesus me chama pelo meu nome e me convida a testemunhar de tudo quanto ele tem feito em minha vida. E ele faz o mesmo com cada um aqui hoje. Somos chamados a testemunhar a Cristo, ressurreto, vivo, para que possamos nós viver! Ele, esperança de nossa vida, certeza do fim de todo mal.

Que nesta manhã de Páscoa possamos celebrar a vitória da vida contra a morte, a vitória daquele que venceu todo o mal, que levou a humanidade para os braços de Deus novamente. Afirmemos nossa fé e celebremos a Páscoa na convicção e certeza de que Jesus ressuscitou e nossas vidas podem ser vidas diferentes!

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