Escravizados pelo que é imediato
Altar | Pastorais para a liderança |
Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado.
(Ageu 1.6)
Ageu viveu num tempo de reconstrução. Foi o primeiro profeta após o retorno do povo do exílio na Babilônia. No versículo acima, percebe-se que Ageu exorta o povo para que percebam que seus esforços pouco lhes tem rendido. Por quê? Porque o povo focou o imediato. Eles queriam construir suas casas, queriam enriquecer, queriam cuidar do que é seu. Falharam em considerar como suas ações contradiziam sua fé. Empenharam seus esforços para satisfazerem a seus próprios interesses.
Não é, portanto, de se admirar que trabalhassem arduamente, mas vissem poucos resultados. Eles estavam empenhados em buscar o que “é seu”, e o trabalho de reconstrução de um bem comum, o Templo, ficou em segundo plano. O Templo era um elemento de identificação cívica e religiosa para o povo, mas eles esqueceram-se uns dos outros e pensaram somente em si. Por isso, colhiam pouco, nunca estavam satisfeitos e todo dinheiro era insuficiente. Para saciar esses desejos, buscavam resultados imediatos em suas vidas. Para saciar esses desejos, esqueceram-se do que é fundamental.
Lideres cristãos precisam, constantemente, avaliar se estão focados no fundamental, se o que estão fazendo é de fato a vontade de Deus ou são vontades individuais. Quando nossos esforços e empenhos produzirem poucos resultados, é hora de avaliar se estamos empenhados na missão do Reino ou nos desejos de nossos corações.
Que Deus nos abençoe.
Rev. Giovanni Alecrim




