A confrontação como meio para solução de conflitos
Altar | Pastorais para a liderança | Sáb, 24 de Setembro de 2011 19:00
Respondeu-lhes Jesus: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é; quem me glorifica é meu Pai, o qual vós dizeis que é vosso Deus.
(João 8.54)
O texto base é o trecho do confronto entre Jesus e um grupo de fariseus. Embora chamado de Príncipe da Paz, Jesus enfrentou momentos de confrontação, ou seja, oposição direta ao seu estilo de vida e de ensino.
O confronto não é ruim, mas deve ter o momento e a razão de ser. Algumas vezes, apenas na confrontação é que podemos conseguir a solução de determinados problemas. A atitude de Jesus nos mostra como confrontar, de maneira saudável e produtiva, quem se opõe a nós. Primeiro, é preciso ser claro e direto. Quando acusado de ser possuído, Jesus não faz rodeios e meias palavras, ele é direto e claro em sua resposta. Segundo, é preciso ter foco. Não chamar atenção para si mesmo, mas sim, para o ponto que está sendo discutido e, nele, apontar para Deus. Veja que Jesus aponta para Deus, afirmando que o que ele faz, o faz em nome do Pai. Terceiro, a confrontação exige de ambos uma decisão. Jesus afirma categoricamente que se seguir a vontade de Deus, nem a morte os deteriam. Jesus pede uma postura deles em relação a viver ou não a vontade de Deus. Por fim, confie em Deus. Ele é o Senhor da Igreja e do rebanho, ele sabe a melhor direção.
Como liderança chamada por Deus a cuidar e ensinar seu povo, somos convidados a agir com cautela e amor, e a não fugir quando formos confrontados. O confronto não é necessariamente um briga ou discussão tola, é antes, uma oportunidade de crescimento do rebanho de Deus e do senso de comunidade cristã. Estejamos aptos a sermos confrontados e a confrontar nossos liderados.
Que Deus nos abençoe
Rev. Giovanni Alecrim




